Reportagem no jornal Sol de 6 de Novembro de 2015

“Um Placard complicado demais”
Por Mariana Madrinha
 
O novo jogo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) está a dividir os apostadores. São muitos os que se queixam de que é difícil aprender a mecânica deste tipo de apostas desportivas e que os prémios são baixos. A Santa Casa diz que o jogo está em linha com as suas expectativas.
 
Lançado a 9 de Setembro, o Placard obteve no primeiro mês vendas brutas superiores a 9,2 milhões de euros e atribuiu cerca de 6,1 milhões de euros em prémios. O que não é muito, se se tiver em conta que, na apresentação pública do jogo, a Santa Casa estimou uma receita bruta anual na ordem dos 250 milhões de euros.

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Apostadores preferiam as casas de apostas online

Paulo Rebelo, trader profissional e presidente da Associação Nacional de Apostadores online (ANAon) diz que a posição de alguns apostadores que decidiram ‘boicotar’ o Placard como forma de protesto contra a nova lei do jogo online, prende-se com o facto de o «Placard ter aparecido numa altura em que as casas de apostas virtuais saíram do país» (depois de a nova lei ter introduzido impostos que essas casas consideram incomportáveis).

Além da coincidência temporal, os apostadores consideram que «o jogo online oferece prémios bastante superiores aos que se obtêm no Placard, onde as odds são muito baixas».

Paulo Rebelo concorda: «os valores que se conseguem ganhar no Placard são muito inferiores aos do jogo online (na orem dos 30% abaixo)». No entanto, na opinião deste perito, as realidades são incomparáveis. «O Placard e o jogo online são dois produtos completamente diferentes. O primeiro é territorial, faz-se num café. Já as apostas online são feitas à frente de um computador».

Paulo Rebelo não acredita que o sucesso ou insucesso do Placard vá influenciar as restantes apostas, são produtos diferentes: «Acho que não são comparáveis e é possível coabitarem os dois».

Para o presidente da ANAon, a grande luta relaciona-se com a lei das apostas online que tornou órfãos muitos apostadores. «Na nossa opinião, a lei está bastante desfavorável porque os impostos sobre as casas são muito elevados, além de a base de incidência ser lesiva porque taxa o volume de apostas transaccionadas e não o lucro», explica Paulo Rebelo.
 
Para os apostadores do Placard, a partida termina cinco minutos antes do jogo real começar – um problema para os que estavam habituados ao online.

Comments

  • Miguel

    Bom dia Paulo.

    Mais ou menos em Novembro 2015 questionei-lhe quando é que a betfair voltaria a operar em Portugal e a sua resposta foi que em Dezembro do ano passado ou em Janeiro deste ano a situação estaria resolvida. O que vejo é que ainda não esta operacional. Tem conhecimento quando é que este assunto vai ficar resolvido?

    Aguardo uma resposta

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    • Paulo Rebelo

      O processo de emissão de licenças nao depende da ANAon (onde sou presidente). As informações que vamos transmitindo à comunidade são as que recebemos a cada altura do SRIJ e dos operadores com quem contactamos.
      Recomendo que sigas o site da ANAon (www.anao.pt) para receberes todas as novidades.

      Responder
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